Um sínodo controverso

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As questões ambientais referentes à amazônia merecerão do sínodo um tratamento que não se afastará da doutrina da laudato sí. As demais questões pautar-se-ao pelas diretrizes do concilio vaticano ii no que concerne ao enraizamento da ação pastoral às culturas locais. De qualquer forma, não faltaraá polemica.

Um sínodo  controverso

É a primeira vez nos tempos modernos que um sínodo convocado pelo papa tem causado tanta controvérsia entre os católicos, muito antes de começar.

O Sínodo da Amazônia deverá ocorrer de 6 a 27 de outubro, no Vaticano. A Igreja espera refletir a realidade pastoral numa região de grandes carências, com problemas complexos que requerem uma análise mais aprofundada, e com uma visão de conjunto. Daí, o papa Francisco ter convocado o Sínodo.

Desde a publicação da sua encíclica Laudato SÍ, em 2015, o papa vem dando ênfase às questões ambientais. Em função disso, muitos de seus posicionamentos recebem críticas de católicos que discordam de sua  agenda verde. Nem todos estão de acordo com o alinhamento do papa à agenda da ONU. Alguns intelectuais acusam o papa de ser subserviente á ONU. Muitos consideram uma falácia o aquecimento global, e por este e por outros motivos tem gerado inquietação entre  católicos a realização do Sínodo da Amazônia.

Isso levou  padres famosos (como o Pe. Zezinho), bispos e outros prelados a saírem a campo, nas redes sociais com a campanha "Eu apoio o Sínodo e Eu apoio o papa", caso inédito, pois geralmente os sínodos são reuniões discretas, que acontecem sem chamar muita atenção da grande imprensa. Mesmo o Sínodo da Família (2014-2015), que também foi bastante polêmico, não causou o alvoroço como o da Amazônia. Muitos acham também que, de algum modo, o Sínodo vai servir a interesses políticos que visam a internacionalização da Amazônia, o que já gerou suspeita do Governo Bolsonaro e pronta reação, em relação a tais intenções.  

O próprio papa Francisco, recentemente, disse não temer um cisma na Igreja, e que tem ciência das inúmeras críticas que vem recebendo seu pontificado, especialmente dos norte-americanos ( diga-se de passagem que as maiores entradas financeiras para o vaticano vem dos Estados Unidos).

Tudo isso tem causado muita confusão, principalmente nas redes sociais, ainda mais pela presença de Bento XVI, que, mesmo recolhido no mosteiro Mater Ecclesiae, de vez em quando protagoniza algum episódio, com alguma declaração que destoa do pensamento e ação de Francisco. Certamente as questões pastorais terão grande relevo, embora essas questões signifiquem pouco para a grande mídia.

*Valmor Bolan é  professor da Unisa. Ex-Reitor. Doutor em Sociologia. Membro honorário do Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras (Crub) Pós-graduado em gestão universitária pela Organização Universitária Interamericana (OUI) ,sediada em Montreal, Canadá.

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