Trump reconhece Jerusalém como capital de Israel

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Desde a fundação do Estado de Israel, em 1948, é a primeira vez que um País aceita Jerusalém como a capital israelense e decide abrir lá uma embaixada.

Trump reconhece Jerusalém como capital de Israel

O reconhecimento oficial de Jerusalém como capital de Israel, anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, provocou reações no mundo. Desde a fundação do Estado de Israel, em 1948,  é a primeira vez que um País aceita Jerusalém como a capital israelense e decide abrir lá uma embaixada.

A notícia deixou muitos em polvorosa, alguns com receio de que tal decisão possa agravar os conflitos na região, inclusive a terceira guerra mundial. É preciso primeiramente esclarecer que essa decisão não foi um ato intempestivo de Trump, mas que apenas corroborou o que o Congresso norte-americano já havia aprovado, em 1995, com “esmagadora maioria” de votos, como lembrou Trump, em seu pronunciamento.

O que ocorreu é que os presidentes após a aprovação pelo Congresso adiavam a decisão, a cada seis meses. Trump entendeu que sua iniciativa seria mais eficaz para a consolidação da paz, respeitando inclusive o “status jurídico” de Jerusalém, cidade sagrada para as três grandes religiões monoteístas: judaísmo, cristianismo e islamismo.

Com isso, muitos analistas começaram a avaliar o cenário internacional atual, com o apoio explícito dos Estados Unidos à Israel, aguardando que outros países também se manifestem a respeito. Hungria e República Tcheca, por exemplo, sinalizaram que também poderão fazer o mesmo, reconhecendo Jerusalém como capital de Israel.

O fato é que é muito cedo para saber dos desdobramentos dessa decisão, que certamente foi um marco do ano, assim como o Brexit e a própria eleição de Trump foram no ano passado. Netanyahu vinha se queixando, a muito tempo, das posições da ONU em relação a Israel. Trump também, ainda na campanha presidencial, fez duras críticas à ONU (especialmente á sua agenda mais à esquerda), e depois, como presidente, cumpriu várias de suas promessas de campanha, mantendo o tom contundente, em relação à ONU e apoio à Israel.

O papa Francisco também se somou às muitas outras lideranças que criticaram a decisão de Trump, pedindo que seja respeitado o “status jurídico” da cidade, para não comprometer a situação dos muçulmanos e principalmente cristãos, na cidade. Certamente essa questão irá gerar muito debate, e suscitar mais reações. O importante é que estejamos atentos para que prevaleça o bom senso e respeito à soberania dos povos. É importante que a paz seja uma realidade concreta e duradoura naquela região.

Só haverá paz, se houver justiça. Daí, o desafio continua sendo garantir a todos, os direitos fundamentais. 

*Valmor Bolan é Doutor em Sociologia e Especialista em Gestão Universitária pelo IGLU (Instituto de Gestão e Liderança Interamericano) da OUI (Organização Universitária Interamericana) com sede em Montreal, Canadá e Representa o Ensino Superior Particular na Comissão Nacional de Acompanhamento e Controle Social do Programa Universidade para Todos do MEC.”.

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