Problemas do Olavismo

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O Olavismo atrapalha a gestão do presidente Bolsonaro, que tem pontos fortes.

Problemas do Olavismo

O ano de 2019 está terminando e o governo ainda continua tendo problemas no Ministério da Educação, justamente o mais importante.

O ex-ministro Vélez Rodríguez durou pouco tempo, vindo depois Abraham Weintraub. Os dois com uma característica comum: com raízes no olavismo.

Aí está talvez o problema maior do atual governo: a influência nefasta que o ex-astrólogo Olavo de Carvalho, o guru do presidente Bolsonaro, vem exercendo, fabricando crises diárias por conta do estilo agressivo da ala ideológica radical do bolsonarismo.

O Ministério da Educação deveria se ater à questões de gestão técnica, apresentando um programa de ação, com planejamento, para tirar o país da posição vergonhosa do PISA, etc. Mas os olavistas continuam enredados em brigas cotidianas, expondo o que há de pior em termos de barbárie, fazendo as redes sociais o palco para exibição de espetáculos de grosseria, em que muitas lideranças, inclusive parlamentares, agem como gladiadores na arena virtual. E apelam para assassinatos de reputação, coações, insuflando as milícias virtuais para ataques contra aqueles que eles supõem serem inimigos, muitas vezes sem a menor fundamentação. Isso tem sido danoso ao governo, e causando estragos por toda a parte.

É uma pena que o Olavismo e a incontinência verbal do Presidente obnubile as boas conquistas do Governo, especialmente na área da economia e da moralidade administrativa.

Recentemente a TV Escola foi o palco da disputa por espaço e por poder, por cargos e tudo mais. O próprio Olavo de Carvalho teria um espaço na programação da TV Escola, bem como o Brasil Paralelo, que conta uma versão ideologizada da história do Brasil. É incrível como Bolsonaro cresceu politicamente atacando o modus operandi da esquerda, mas fazem a mesma coisa, ou pior, pois muitos olavistas o que querem mesmo é cargos na administração pública, para viverem às custas do Estado, mandando e desmandando.

Querem impor a “Escola Sem Partido" para que prevaleça a ideologia deles, a lógica de poder deles, passando feito rolo compressor sobre todos os que estão no caminho. Infelizmente o Ministério da Educação continua sendo vítima disso, da ideologia de uma facção extrema, que quer ocupar postos para impor uma visão de mundo sectária.

Por isso, é preciso que tenhamos a coragem de dizer, alto e em bom som, que o olavismo age como um fenômeno jacobinista, com os resultados já conhecidos na história. É preciso, portanto reencontrar a vocação plural e democrática do Brasil, especialmente no campo da Educação, para que haja realmente o progresso que desejamos.

Valmor Bolan é Doutor em Sociologia. Professor da Unisa. Ex-reitor e Dirigente (hoje membro honorário) do Conselho de Reitores das  Universidades Brasileiras. Pós-graduado (em Gestão Universitária pela OUI-Organização Universitária Interamericana) com sede em Montreal-Canadá.

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