Por que devo devolver o dízimo?

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Parece uma grande crise entre os cristãos essa ordem divina de devolver os dízimos. O pior é que vejo certa coerência nessa crise!

Por que devo devolver o dízimo?

Parece uma grande crise entre os cristãos essa ordem divina de devolver os dízimos. O pior é que vejo certa coerência nessa crise!

Em primeiro lugar, estamos cansados de ver os desmandos de pastores que, simplesmente, usam o dinheiro tão suado das pessoas para ostentarem uma vida de luxo. Absurdo!

Em segundo lugar, padecemos do problema capitalista, ou seja, como iremos tirar algo do bolso para não recebermos, tecnicamente, “nada” em troca? Em nossos dias, isso seria até uma grande incoerência.

Ainda tem o terceiro lugar.

São os pseudos “argumentos teológicos” que são levantados para advogar a respeito da não devolução do dízimo.

Vejam alguns deles:

1 - “Vivemos no tempo da graça” (onde tudo é de graça?);

2 - “dízimo é algo do Antigo Testamento, algo da lei”;

3 - “não consigo ver nada sobre dízimo escrito no Novo Testamento, além disso, não vejo nenhum texto em que Jesus pede para darmos o dizimo”;

4 - alguns argumentam que não estão devolvendo o dízimo porque não concordam com a forma que a igreja está administrando os recursos.

Deixe-me começar com os “argumentos teológicos”.

Em verdade, o primeiro dos argumentos é facilmente contestado se pensarmos que, no tempo da graça, deveria se dar muito mais do que o dízimo – inclusive, esse é o argumento de Russel Norman Champlin em sua teologia. A ideia é que o tempo da graça é marcado por gratidão tal, que os membros da igreja primitiva doavam TUDO que tinham para o trabalho do reino e manutenção de uns dos outros.

Agora faço uma pergunta: se o dízimo é coisa apenas da Lei, porque Abraão deu o dízimo de tudo a Melquisedeque (Cf. Gênesis 14.20), ou seja, a Lei instituiu o dízimo ou apenas o regulamentou?

Agora, vamos partir para o segundo e terceiro argumentos.

Bem, apesar do dízimo ser uma instituição do Antigo Testamento, regulamentado, sobretudo, em Levítico 27, Jesus vivendo no meio dos judeus e segundo os padrões judaicos, convivia com a realidade de que os dízimos eram normalmente pagos. Para tanto, vamos destacar dois textos (apesar de existirem outros) do Novo Testamento, senão vejamos:

Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, que pagais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, mas omitis as coisas mais importantes da lei: a justiça, a misericórdia e a fidelidade. Importava praticar estas coisas, mas sem omitir aquelas” - Mateus 23.23

Ora, os filhos de Levi, chamados ao sacerdócio, devem, segundo a Lei, estabelecer o dízimo para o povo, isto é, para seus irmãos, conquanto são descendentes de Abraão” - Hebreus 7.5

Óbvio que é importante pensar que no contexto do texto (Mateus 23.23) Jesus está incentivando seus discípulos a cumprirem todos os aspectos de uma vida cristã que agrada a Deus.

O texto está ligado a perspectiva de que não adianta ser dizimista e viver como um fariseu. Percebam que apesar de Jesus no texto em questão não ter estimulado a devolução dos dízimos, nunca discordou com a ideia de dar, pelo contrário, nos estimulou várias vezes a dar (Cf, Lucas 21.1-4); Ele disse em alguma feita que era melhor dar do que receber (Cf. Atos 20.35).

O segundo texto tem a ver com aquilo que já fora mencionado a respeito de Abraão e Melquisedeque. Portanto, é inútil buscar uma argumentação bíblica contra o dízimo.

Por fim, argumentar que não devolve o dízimo porque não concorda com a forma que a igreja administra os recursos ou porque vários pastores estão roubando não passa de justificativa para esconder nossa ganância.

Seria o mesmo que alguém dissesse: “Vou trair minha mulher já que tem tanta gente adulterando lá fora” ou dissesse: “Não vou mais pagar meus impostos porque muitos políticos estão furtando dos cofres públicos”.

Uma coisa não tem nada a ver com a outra.

Devolvemos o dízimo porque somos obedientes ao Senhor.

Dízimo é uma questão de obediência e fé. Além disso, ao dizimar, estou ajudando minha comunidade. Pense: É extremamente injusto e incoerente alguém usufruir frequentemente daquilo que a igreja tem e não ser um dizimista! Tudo o que a igreja tem, foi comprado com dízimos e ofertas. A igreja não recebe nenhum sustento do governo. Pense nisso!

Eu sempre fui dizimista. Posso testemunhar a benção disso!

Quando seria impossível pagar as contas do mês, renegando as propriedades matemáticas, consegui honrar todas as minhas contas até hoje! Quando não tinha comida na despensa, alguém bateu em nossa porta e disse: “Fiz essas compras para vocês”! Poderia dar milhares de testemunhos... Isso é benção do Senhor! Deus honrará a sua fé! É disso que se trata!

Querido (a), se você não está obedecendo nessa área, repense!

Se você ama a Deus, deveria sentir-se privilegiado em contribuir. Se você ama sua igreja, tem sido abençoado por ela e se sente parte dessa família, entregue. Seja generoso!

Entregue o dízimo e oferte para que o evangelho seja expandido com excelência na nossa cidade, país e até os confins da terra.

Que Deus nos abençoe. 

*Pr. Segundo Almeida é pastor presidente da PIB de Mogi das Cruzes/SP

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Anderson Costa

Anderson Costa

no mesmo texto de Malaquias citado diz que quem "PAGAR" o dízimo Deus derramará bênçãos sem medidas..
mas quando eu PAGAVA o dízimo sempre estava no vermelho. acho que devemos contribuir com oque sentimos no coração.
★☆☆☆☆DIA 22.02.19 17h37RESPONDER
Alex Palopoli
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