Policia Civil pediu quebra de sigilo para apurar caso da Santa Casa de Pirajuí

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Computadores da Santa Casa de Pirajuí paralisaram na semana passada após invasão de hacker que pediu resgate em bitcoins

Policia Civil pediu quebra de sigilo para apurar caso da Santa Casa de Pirajuí

A Polícia Civil de Pirajuí pediu autorização à Justiça para quebrar o sigilo telefônico da Santa Casa de Misericórdia para tentar identificar o hacker que invadiu o sistema de computação do hospital e provocou a pane nos computadores.

Clique AQUI e relembre o caso 

Os computadores do Pronto-Socorro da Santa Casa de Pirajuí entraram em colapso na tarde de segunda-feira (30). Na invasão, provavelmente pela Internet, burlou o sistema de segurança e criptografia. Os hackers exigiram resgate em criptomoeda bitcoins sem especificar valores para liberar o sistema.

Os técnicos que prestam serviço ao hospital ficaram toda a última semana formatando os computadores para recolocar o sistema em funcionamento. Os terminais não respondiam aos comandos e o setor do aparelho de raio X ficou sem funcionar.

O delegado titular de Pirajuí, Cesar Ricardo de Nascimento, explicou que inicialmente com a quebra de sigilo telefônico se pretende saber de onde partiu o ataque ao sistema. Há suspeita que possa ter sido do exterior, porque já houve caso semelhante na região.

Em setembro do ano passado, uma empresa de médio porte de Bauru teve mais de 600 mil arquivos, resultados de quase uma década de trabalho, sequestrados virtualmente por hackers internacionais. Por meio de conteúdos baixados por funcionários, um software malicioso foi instalado em um dos computadores e contaminou todas as máquinas ligadas ao sistema, que foi criptografado.

Os hackers, alguns identificados como sendo da Armênia pelo estabelecimento afetado, exigiram o pagamento de 5 bitcoins, valor referente a R$ 70 mil, de resgate para liberarem a chave de acesso e restaurar o sistema. Após a troca de mais de 150 e-mails, todos em inglês, a empresa transferiu 1 bitcoin, cerca de R$ 14 mil, para a conta de um dos hackers e destravou o sistema com a "vacina" oferecida.

Segundo o delegado, a quebra de sigilo deve demorar cerca de um mês. Após isso, se realmente a procedência da invasão for de hacker do exterior, o caso deverá ser encaminhado à Polícia Federal, que procederá com as investigações junto ao departamento de crimes cibernéticos para tentar identificar os possíveis criminosos internacionais. Por ser um crime transnacional passa para a responsabilidade da PF, mas antes é necessário ter os indícios de que o ataque partiu fora do Brasil. 

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