Polícia Civil apura irregularidades na prefeitura de Pirajuí

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Material, avaliado em cerca de R$ 5 mil, foi apreendido com serralheiro após denúncia de vereador sobre suposto desvio de patrimônio público

A Polícia Civil irá instaurar inquérito para apurar origem de cerca de duas toneladas de ferragens apreendidas nesta quarta-feira (9) que teriam sido entregues por funcionários da Prefeitura de Pirajuí, a um serralheiro como pagamento por serviços públicos prestados. O material está avaliado em cerca de R$ 5 mil.

Em nota, o Executivo negou que as ferragens sejam patrimônio público e disse estar sendo alvo de calúnia.

A apreensão em um barracão no Distrito Industrial ocorreu após denúncia feita à Polícia Civil pelo vereador Alexandre Aparecido Ferreira (PTB), o Salsicha. Ele alega que o serralheiro teria sido contratado pela prefeitura para construir grades e portões no Centro de Controle de Zoonoses e consertar a caçamba de um caminhão de lixo.

A contratação, de acordo com o parlamentar, teria ocorrido sem qualquer licitação, formalização de contrato administrativo ou emissão de nota fiscal. Como pagamento pelo serviço prestado, segundo Salsicha, o serralheiro teria recebido as duas toneladas de ferragens, que estavam armazenadas na garagem municipal.

O vereador afirma que o material se trata de bem público retirado de um antigo prédio adquirido pelo município. Em depoimento à polícia, o serralheiro confirmou as denúncias e disse que a execução do serviço foi negociada com dois servidores da prefeitura no fim de 2017 e que aceitou receber as ferragens como pagamento.

Procurado pela reportagem, o delegado titular de Pirajuí, César Ricardo do Nascimento, informou que irá instaurar inquérito para apurar eventual crime de peculato na modalidade de desvio. Além de solicitar informações à prefeitura, ele conta que irá remeter cópias dos autos para a Câmara Municipal e o Ministério Público (MP).

Ataque Pessoal

Em nota, a Prefeitura de Pirajuí alega que a denúncia trata-se de "uma calúnia" e um "ataque pessoal contra a administração". O Executivo revela que, a partir de laudo de 2017 da Defesa Civil denunciando acúmulo de sujeira e sucata na garagem municipal e de apontamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE) cobrando a limpeza do local devido à existência de ratos e baratas, o prefeito Cesar Fiala (PTB) solicitou providências à Diretoria de Meio Ambiente.

"A partir daí, foi feita a verificação da origem do material junto ao Jurídico e ao setor de controle de patrimônio. As informações apuradas apontavam não se tratar de material da prefeitura, e sim de descartes feitos em anos anteriores e que foram acumulando (descartes legais feitos em outras épocas)", afirma. "Depois de constatar não ser parte do patrimônio público, foi ordenada a limpeza do local".

fonte: jcnet

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