Os temas morais da campanha presidencial

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Valores morais voltam a ocupar papel principal na campanha presidencial deste ano.

Os temas morais da campanha presidencial

Desde 2010 que os temas morais aparecem na campanha eleitoral, com os candidatos vindos a público dizer que se comprometem em defender a família e os valores cristãos.

Em meio a vários questionamentos, acabam procurando lideranças evangélicas e católicas, firmando compromissos e realizando liturgias sociais simpáticas à causa, algumas inclusive extrapolando os limites da Fé verdadeira.

Depois, tais cartas de intenções são esquecidas, como aconteceu com Dilma Roussef em 2010, que disse que não enviaria ao Congresso Nacional projeto de lei para descriminalizar o aborto, e depois nomeou Eleonora Menicucci, conhecida defensora do aborto, enviando sim proposta para legalizar o aborto, o que foi barrada no legislativo.

Também em 2014, os temas morais emergiram, tendo a Câmara se tornado mais conservadora, especialmente com a eleição de Eduardo Cunha para a Presidência, que  protagonizou celeremente o processo de impeachment de Dilma Roussef.

Ainda no final da campanha de 2014, grupos insatisfeitos com o resultado, levantaram, de imediato, a bandeira do combate à fraude nas urnas eletrônicas, debate este que se arrastou em todo o quadriênio, culminando agora com as tensões da campanha presidencial de 2018. Aliás, agora o PT, previsível derrotado nas urnas, levanta a mesma tese de fraude que tanto condenou.

Na verdade, a configuração do próximo Congresso Nacional ficou além de mais conservadora, também mais liberal, na linha adotada pela política econômica de Paulo Guedes, guru de Bolsonaro. Preocupa a agenda liberal de Guedes, principalmente  ameaças aos direitos sociais conquistados.

Mesmo assim, há outra tônica da campanha que trouxe muita preocupação: a questão da violência. São desafios que estão na ordem do dia, mas é preciso saber que não se combate violência com violência, mas com educação e trabalho. Por isso, a prioridade do próximo governo deveria focar em educação e trabalho.

As eleições de 2018 estão marcadas pelos efeitos da Operação Lava Jato. Há um anseio da população em passar o Brasil a limpo.

Mas temos que evitar extremos. Não se constrói possibilidades novas sem estar aberto a ouvir a todos, entender os problemas e buscar os meios mais adequados para as soluções necessárias. Esperamos que o combate á corrupção realmente faça dos novos parlamentares mais éticos e comprometidos com valores morais que garantam a dignidade da pessoa humana.

E também sabemos que continuamos com o desafio de fazer propostas, buscar o convencimento com argumentos sólidos, democraticamente. Certamente o Brasil se tornará mais amadurecido se souber aproveitar as melhores oportunidades e avançar, fortalecendo as instituições democráticas.

*Valmor Bolan é Doutor em Sociologia e Especialista em Gestão Universitária pelo IGLU (Instituto de Gestão e Liderança Interamericano) da OUI (Organização Universitária Interamericana) com sede em Montreal, Canadá e Representa o Ensino Superior Particular na Comissão Nacional de Acompanhamento e Controle Social do Programa Universidade para Todos do MEC.”.

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