Os desafios de Vélez Rodríguez para a Educação

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O grande desafio: mudança radical da creche ao ensino médio-capacitação dos professores para a pratica docente com efetiva especialização para cada etapa do sistema escolar e melhoria substancial da infraestrutura escolar, privilegiando o tempo integral, a implantação de laboratórios,oficinas e praças esportivas; tudo isso intermediado por rede de tecnologia computacional, que introduz o aluno e o professor na seara da inteligência artificial.

Os desafios de Vélez Rodríguez para a Educação

O novo governo começou com algumas controvérsias, também no campo da Educação.

Um edital publicado em 2 de janeiro autorizava a publicação de livros didáticos com erros e sem referências bibliográficas.

De imediato, a sociedade cobrou providências, ao que o Ministro da Educação, Prof. Ricardo Vélez Rodriguez, anulou o referido edital, abriu sindicância para investigar o que teria ocorrido e exonerou dez servidores do Fundo Nacional para o Desenvolvimento da Educação - FNDE).

Em meio às interrogações sobre o que poderia ter acontecido, houve quem dissera que talvez pudesse ter havido uma sabotagem. Isso reforça o que muitos já haviam ressaltado, e que para assumir um ministério dessa importância, é preciso não apenas ter capacidade intelectual, mas também conhecimento de como funcionam as coisas na administração pública.

O fato é que tanto Velez Rodriguez, quanto os secretários nacionais do MEC não possuem experiência em gestão pública, daí que poderá ter havido sabotagem. Isso porque iniciou-se a gestão (assim também a Casa Civil) com a ameaça de despetizar os departamentos dos ministérios, no afã de combater a  ideologia do marxismo cultural, a ideologia de gênero, etc.

Essa tônica trouxe preocupação para muitos que trabalham nas estruturas dos ministérios, daí o risco de alguma resistência (mesmo que sutil dos que se sentem ameaçados]. Na verdade, a inexperiência teria levado  a isso, pois o que poderia ser natural, a troca de cargos, teria seu curso normal, aos poucos, acabou sendo a evidência de um problema. O ministro já está com a idade de 75 anos, tem um grande currículo acadêmico e intelectual, mas lhe falta a experiência política, e ainda mais da máquina pública. Não somente ele, como  os secretários nomeados por ele, parte seus ex-alunos, e parte indicados pelo filósofo Olavo de Carvalho. 

Com isso prevalece agora um tom ideologizado, mais do que técnico, pois a influência de Olavo de Carvalho em Vélez Rodriguez é notória, ele próprio foi decisivo na sua indicação. Ocorre que Carvalho não tem carreira acadêmica, é um livre pensador, um livre atirador. Mora nos Estados Unidos e é obcecado por uma espécie de neomacartismo, que ajudou a alavancar a candidatura de Bolsonaro, principalmente nas redes sociais. Carvalho tem dificuldades de aceitar o contraditório e é famoso por sua ira diante daqueles que lhe fazem algum contraponto. Nesse sentido, ele magnetiza milhares de fãs-seguidores, e os mobilizam nas redes sociais contra tudo e todos que lhe contrariem. Partes da equipe ministerial de Vélez Rodriguez são súditos de Carvalho, e isso pode trazer problemas de gestão. Há uma obsessão em combater o gramscismo na rede escolar (que para Carvalho está toda aparelhada por professores comunistas), contaminados pelo marxismo cultural, que para Olavo de Carvalho deve ser eliminado de vez. Para isso o tom é de caça 'as bruxas, e tudo isso pode criar problemas. Ao combater uma ideologia de extrema esquerda, Carvalho pode querer impor uma ideologia de extrema direita. E Vélez Rodriguez pode estar determinado a seguir a cartilha de Carvalho, nesse processo.

Precisamos, portanto estar atentos. O que o ministro precisa fazer é evitar cair na areia movediça de uma obsessão e saber discernir. Deve procurar os bons técnicos e fazer com que Ministério da Educação seja capaz de promover políticas públicas que permitam o Brasil subir no ranking mundial de Educação, cujos índices estão muito baixos.

É preciso equipar melhor as nossas escolas, valorizar os professores, preparar os alunos para o mercado de trabalho e para os desafios da vida, na sociedade complexa do mundo em que vivemos, para que cada aluno consiga estudar e trabalhar, e realizar-se como pessoa. São grandes desafios a serem enfrentados, que requerem serenidade, planejamento estratégico, objetivos claros, metas, com o foco nas melhorias que se fazem necessário, para uma educação de qualidade em nosso País.

Afinal de contas, o provável crescimento econômico que se vislumbra no governo Bolsonaro somente será SUSTENTÁVEL se nossa Escola (da creche ao Ensino Médio, sobretudo)eleve o ganho de produtividade dos nossos trabalhadores por meio de uma educação escolar adequada e de qualidade. É' mister ousadia e determinação do Ministro e sua equipe. Põe enquanto, estamos na torcida e aguardo de ações.

*Valmor Bolan é Doutor em Sociologia e Especialista em Gestão Universitária pelo IGLU (Instituto de Gestão e Liderança Interamericano) da OUI (Organização Universitária Interamericana) com sede em Montreal, Canadá e Representa o Ensino Superior Particular na Comissão Nacional de Acompanhamento e Controle Social do Programa Universidade para Todos do MEC.”.

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