O problema pode ser você

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Tragédia mesmo aconteceu depois que Eva e Adão comeram daquele fruto.

O problema pode ser você

Nascemos com um amor próprio todo especial. Nascemos com um senso fantástico de autoproteção – só você parar para pensar que quando (querendo ou não) pomos a mão no fogo, nosso cérebro envia comandos tão velozes para a mão que imediatamente nos protegemos e retiramos nossa mãozinha de lá – não queremos nos machucar.

Não queremos sentir dor!

Claro que antes do advento do pecado original, esse amor próprio não era um problema (ou não deveria ser).

Tragédia mesmo aconteceu depois que Eva e Adão comeram daquele fruto.

Então, esse amor próprio se transformou numa tendência louca de só buscarmos os nossos próprios interesses; nossa proteção e provisão em primeiro lugar. O pecado fez isso: nos tornou pessoas que desejam para nós mesmas além do que convém. E nós, infelizmente, gostamos...

O pior, é que vivemos numa sociedade que tem sido catequizada a ser mais egoísta do que o comum. O resultado disso é que somos incapazes muitas vezes de fazermos uma autorreflexão. Incapazes de por a mão na consciência. Pelo contrário, sempre estamos à procura de um culpado. Sempre estamos à procura de uma justificativa para nosso “modus operandi”. “A culpa é das estrelas”; “Fiz isso porque...”; “Você sabe o que eu estou passando?”; “Estou sendo perseguido”.

Já escutou alguma dessas frases? Sei que existem muitos exemplos bíblicos de comportamentos como esses, mas gostaria de me ater a um deles.

O comportamento de Adão quando Deus o questiona a respeito de ter comido o fruto do conhecimento do bem e do mal e qual foi sua resposta? “Foi a mulher que me deste por companheira que me deu do fruto da árvore, e eu comi”. (Cf. Gênesis 3.12b).

Culpa de quem? Culpa da Eva, lógico! Ora, por acaso, Eva o forçou a fazer aquilo? O ameaçou? Não! Ele comeu porque quis. Simples assim! No entanto, era muito mais razoável colocar a culpa em alguém. São atitudes e justificativas como essas que vemos todos os dias.

Interessante que Tiago (o meio irmão de Jesus) escreveu no texto bíblico o seguinte: “De onde vêm as guerras e contendas que há entre vocês? Não vêm das paixões que guerreiam dentro de vocês?” (Cf. Tiago 4.1).

Preste atenção: Tiago faz uma declaração bombástica! Ele disse: “Vocês sabiam que as guerras e contendas que existem entre vocês estão acontecendo por causa dos desejos que militam lá dentro do coração de vocês mesmos?” (Paráfrase nossa). Tipo: “Quando um não quer, dois não brigam”.

Se existem guerras, se existem contendas, elas estão acontecendo porque ambos querem!

Então, se nós não quiséssemos, não haveriam as guerras e as contendas, ou seja, de quem é a culpa? A culpa é nossa! Não é do outro! A culpa é minha! Eu sou o problema! Nesse raciocínio, também não podemos responsabilizar ninguém pelos nossos pecados. “Estou fazendo isso porque você fez aquilo”; “Sou assim hoje porque na minha infância...”. Não... essas justificativas não servem! Fazemos o que fazemos porque queremos o que queremos.

Às vezes, a coisa fica tão ridícula, que “todo mundo” tem problemas de relacionamentos com aquela determinada pessoa e esse cidadão ainda acha que o problema é “todo mundo”.

Não, amigo. Você é o problema!

Outro camarada, está no décimo casamento e declara para todos que as nove ex-esposas eram o problema (e o próximo problema será você, querida décima esposa), pode isso?

Amado... o problema é você!

Maravilhosamente, a cruz nos ensina a enxergar quem somos. Ainda ontem, recebi uma mensagem no whatsapp de uma pessoa que fez o cursilho e entendeu a mensagem da cruz, vejamos:

Neste tempo, consegui enxergar o que me incomodava (...) Como cheguei onde cheguei, a falhas que cometi e os acertos... Conheci uma “eu” que não conhecia. Foi como se de repente, eu acordasse e me visse. Nesse processo todo fui mãe, amiga, filha, esposa, fui a fundo em todas as teorias e filosofias religiosas, e hoje, acredito, sinceramente, que não estou cheia de mim e estou feliz com o ser humano que hoje sou”.

Lindo, não?

A cruz nos mostra quão sujos e egoístas somos. A cruz nos revela os lados mais obscuros do nosso “eu”, no entanto, também nos revela o poderoso e gracioso amor de Cristo. Nos revela a extensão do seu perdão.

A cruz significa que Jesus foi ao abismo para nos tirar de lá. Na cruz, as vendas caem e percebemos que o problema somos nós, mas também percebemos que Jesus veio resolver o problema. Pare de se justificar.

Pare de encontrar um culpado!

Pare de enxergar apenas o umbigo. Olhe para a cruz! Ame a mensagem da cruz, entregue-se, renda-se, arrependa-se e o problema se transformará em ferramenta de resoluções.

Que Deus nos abençoe!

Pr. Segundo Almeida é pastor presidente da Primeira Igreja Batista de Mogi das Cruzes

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