O clima da campanha eleitoral

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Serenidade, equilíbrio e tolerância são elementos importantes no debate eleitoral.

O clima da campanha eleitoral

O atentado sofrido pelo deputado federal Jair Bolsonaro, candidato à Presidência da República pelo PSL, na quinta-feira, 6 de setembro, em Juiz de Fora (MG), chocou a todos, levando os demais candidatos a suspenderem a campanha , naquele momento, expressando todos eles palavras de solidariedade e manifestando em uníssono o repúdio do ato, que vitimou Bolsonaro com uma facada.

Ele teve de ser submetido, às pressas, a uma cirurgia de grande porte, na Santa casa de Misericórdia de Juiz de Fora, bem sucedida, e foi transferido no dia seguinte ao hospital israelita Albert Einstein, em São Paulo.

Muito se discutiu depois sobre o clima de ódio, com belicismos de várias partes, num acirramento intenso, que tem dado a essa campanha um tom incomum, marcada também pela imprevisibilidade. O fato é que - alguns candidatos destacaram - a violência gera violência, por isso as críticas feitas ao estilo belicoso do candidato, vítima da violência, que, para alguns, é estimulada pelo clima de ódio difundido, principalmente nas redes sociais. 

"Não é na bala nem na faca" que devem ser resolvidos os problemas do país, destacou o presidenciável Geraldo Alckmin. O tema da segurança, certamente é um dos mais importantes no debate nacional, mas é imprescindível que o debate transcorra com civilidade, responsabilidade e propostas concretas.

Infelizmente o que temos visto, muitas vezes, são ânimos exaltados, acusações infundadas, e uma retórica que espalha a cultura do ódio, em nada contribuindo para a cultura da paz. Por isso, muitos também criticaram o presidenciável Jair Bolsonaro, no dia seguinte 'a cirurgia sofrida, ter tirado uma foto no leito da UTI com o seu tradicional gesto de armas. Daí as controvérsias se alastrarem pela internet, causando mais alvoroço do que serenidade para o debate de uma questão tão relevante.

Não sabemos como seguirá a campanha ainda nessas últimas semanas, de qualquer modo é preciso ressaltar a importância de serenar os ânimos e esperar que os candidatos apresentem propostas, não apenas do que querem fazer, mas da viabilidade do que propõe, e para isso, requer experiência em gestão.

Sem isso, o Brasil corre o risco de novas aventuras, e tudo o que não podemos, com a grave crise em que vivemos, é de governos de aventura. Por isso, a hora é de discernimento, avaliação de conjunto, em que cada um possa analisar cada candidato, seu histórico, se tem realmente vida limpa, e também o que já fez.

A cultura da paz, a tolerância 'a diversidade, a valorização da democracia, vida honesta e experiência são importantes critérios para que haja o voto consciente. 

*Valmor Bolan é Doutor em Sociologia e Especialista em Gestão Universitária pelo IGLU (Instituto de Gestão e Liderança Interamericano) da OUI (Organização Universitária Interamericana) com sede em Montreal, Canadá e Representa o Ensino Superior Particular na Comissão Nacional de Acompanhamento e Controle Social do Programa Universidade para Todos do MEC.”.

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