O cenário incerto para 2018

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Aparentemente o Brasil busca para Presidência em 18 um Macron: honesto, capaz, moderno e moderado.

O cenário incerto para 2018

O cenário político para 2018 continua  incerto, apesar da crescente candidatura do deputado federal Jair Bolsonaro, sem que se saiba se Lula será ou não candidato, aguardando a decisão da 2ª instância sobre a condenação de nove anos e meio sentenciada pelo juiz federal Sérgio Moro.

É muito provável que a 2ª instância corrobore a decisão de Moro, pondo fim assim ao lula petismo no País. Do contrário, o que seria um choque moral para toda a sociedade e principalmente para a Operação lava Jato, Lula poderia emergir com força para um terceiro mandato, com o voto popular. O mais provável mesmo que os movimentos de esquerda busquem um consenso num nome, que não precise ser necessariamente do PT, como Ciro Gomes, por exemplo. Mesmo assim, Alckmin e Dória continuam outras opções, mas sem a força de candidaturas fortemente ideológicas, tanto á esquerda, quanto à direita.

O importante nisso tudo é que as eleições de 2018 ocorram no processo democrático, apesar das tantas apreensões sobre vários aspectos, inclusive sobre a confiabilidade das urnas eletrônicas. O que também queremos evitar é que, no cenário  incerto para 2018, não surja algum aventureiro  que galvanize os sentimentos por mudança, do povo brasileiro, e entregue o País a alguém “fora do sistema político”, agravando talvez ainda mais a crise conjuntural do País. Crise esta que evidentemente é mais moral do que política, pois as instituições (mesmo funcionando) estão debilitadas.

O povo quer candidatos que sejam realmente representantes efetivos, comprometidos com o bem comum e as melhorias que se fazem necessárias em todos os campos da sociedade. Espera-se que haja coerência entre discurso e prática, com homens e mulheres com verdadeiro espírito público, com patriotismo. Ética e eficácia, visão de conjunto, percepção da realidade, a partir dos desafios do dia-a-dia, capacidade de diálogo com as diferenças no mundo globalizado, e, muito mais, é o que se espera dos governantes, e, acima de tudo, compromisso com princípios e valores éticos e morais, que garantam o bem e a dignidade da pessoa humana. Por isso, as eleições de 2018 serão importantes e decisivas para o futuro do País.

Esperamos, portanto, que haja mobilização e conscientização, com uma participação ativa nos debates dos problemas atuais, evitando oportunismos e escapismos, como, por exemplo, os que querem o voto nulo. A democracia precisa ser amadurecida, a cada experiência, e temos hoje condições de fazer escolhas mais acertadas, depois de tudo o que a Lava Jato expôs. Esperamos assim que o Brasil alcance um patamar melhor para otimizar suas grandes potencialidades enquanto nação e país continental.

*Valmor Bolan é Doutor em Sociologia e Especialista em Gestão Universitária pelo IGLU (Instituto de Gestão e Liderança Interamericano) da OUI (Organização Universitária Interamericana) com sede em Montreal, Canadá e Representa o Ensino Superior Particular na Comissão Nacional de Acompanhamento e Controle Social do Programa Universidade para Todos do MEC.”.

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