Maledicência - Bem Longe de Mim

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Culturalmente, vemos a igreja preocupada em "punir" ou "lutar" contra determinados tipos de pecados. Adultério, sexo antes do casamento, homoafetividade, pornografia, vício em drogas estão no "TOP 5" dos "pecados mais cabeludos da humanidade"

Maledicência - Bem Longe de Mim

 

"Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores." Salmo 1.1.

Culturalmente, vemos a igreja preocupada em "punir" ou "lutar" contra determinados tipos de pecados. Adultério, sexo antes do casamento, homoafetividade, pornografia, vício em drogas estão no "TOP 5" dos "pecados mais cabeludos da humanidade".

Já parou para pensar, quantas horas de pregações nos muitos púlpitos espalhados por aí são investidas nesses temas?

Concordo que são pecados extremamente nocivos, no entanto, percebo, por meio de uma breve análise do curso das Escrituras, que o Senhor Deus também está preocupado com outros pecados, aparentemente inofensivos, mas que são capazes de ceifar vidas e, portanto, devem ser observados com muito rigor e diligência pelo povo que diz temer ao Senhor.

A maledicência (etm. do latim: maledicentia.ae - mal dizer) é um desses pecados.

Costumo chamar a maledicência de "o veneno na ponta da língua". Isso porque o maledicente age de maneira sutil, demonstrando-se sempre "preocupado" com o reino de Deus ou com a vida de algumas pessoas que ele gostaria de "ajudar".

O maledicente, em seu coração enganoso, está preocupado em proteger algo ou alguém e, então, empresta a boca para Satanás para colocar uns contra os outros. O detalhe bíblico é que o maledicente envenena os outros e acaba vítima do seu próprio veneno (Cf. Pv 18.8; Tg 4.11). Acaba tornando-se uma pessoa infeliz, azeda, amargurada, fofoqueira, sorrateira e invejosa.

Perceba no texto do Salmo 1.1 (supramencionado) que feliz (bem-aventurado) é aquele que não se senta na roda dos escarnecedores, na roda daqueles que promovem a maledicência.

A grande ideia do texto é que o fato de não sentar com esse povo me faz uma pessoa feliz, uma vez que não me deixo ser envenenado com a podridão que está no coração desse tipo de gente. Só um detalhe: essa expressão "não se assenta" no texto é extremamente interessante, porquê denota a ideia de que eu não comungo com o coração e nem com os pensamentos dessas pessoas, por isso, sou feliz.

Infelizmente, o pecado da maledicência, por parecer inofensivo, encontra legalidade em muitos grupos dentro da igreja e, de maneira assustadora, acabou invadindo as muitas comunidades eclesiásticas.

Esse pecado já incitou dúvidas, separou famílias, rachou igrejas, incentivou suicídios, gerou transtornos psicossomáticos, afastou pessoas do Senhor, destruiu reputações e financiou grandes discórdias.

Ainda tem dúvidas que esse pecado é demasiadamente nocivo e precisa ser combatido severamente? Talvez, você mesmo, já tenha sido vítima desses assassinos e estupradores da alma.

A pergunta é: como expulsar a maledicência para bem longe?

A resposta está em ter uma postura correta diante do maledicente, para tanto, observemos o que nos ensina o texto de Mateus 18.15-17. O Senhor nos instrui assim: "Ora, se teu irmão pecar, vai, e repreende-o entre ti e ele só; se te ouvir, terás ganho teu irmão" (Cf. Mt 18.15).

A verdade é que o maledicente está em pecado e precisa ser repreendido imediatamente. "Olha meu irmão, você está em pecado e, precisa pedir perdão, a mim e ao irmão que você está falando mal. Eu mesmo, me encarregarei de dizer ao irmão que você estava falando mal dele e, de uma próxima vez, faça o favor de não tentar envenenar minha alma com o mal que está em seu coração". Pronto! Não me assentei na roda dos escarnecedores (não fui conivente com a maledicência), admoestei o maledicente pelo seu pecado, comuniquei a vítima (inclusive, mencionando claramente o nome do maledicente), com isso, agradei ao meu Senhor e, permaneci feliz.

Em verdade, o pecado da maledicência, apesar de ser nocivo, precisa de um comparsa (ouvinte ou leitor) para continuar vivo. E como tudo na vida - sem alimento ou manutenção - morre/acaba!

Que Deus nos abençoe e dê forças.

*Pr. Segundo Almeida é pastor presidente da PIB de Mogi das Cruzes/SP

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