Influenciadores digitais

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As redes sociais são um canal importante da cidadania. Seu uso acrítico é um prejuízo à verdade e à democracia.

Influenciadores digitais

As redes sociais abriram espaço para todas as opiniões, pois todos tem opinião sobre tudo, e ainda mais no youtube, a febre agora é gravar vídeos para dar opiniões diárias sobre todos os acontecimentos. E muitas vezes o que vira é aquela "fofocagem desgraçada", mencionada pelo ex-ministro Santos Cruz.

Todos se tornaram especialistas dos temas mais controversos, e no afã de buscar visualizações, todos pedem para dar joinha, clicar em notificações, etc., buscando fama rápida e até monetização. E então pululam, aqui e ali, opiniões de toda sorte, que acabam espalhando rapidamente por todo o mundo, informações que nem sempre condizem com a realidade dos fatos, muitas vezes fake news ou mesmo dados apressados e descontextualizados, que as pessoas acabam compartilhando sem checa-los. E é assim que as informações têm sido disseminadas pela internet, alcançando pessoas de todas as idades. Todos querem ser influenciadores digitais, e poucos são aqueles que dizem não ter conhecimento suficiente de determinado assunto para opinar, e dão a sua opinião, o que acham disso e daquilo, e assim tem sido nos nossos dias. Qual o efeito disso, a médio e longo prazo? Não sabemos.

Teses bizarras emergem em vários canais, aplaudidas por inscritos, apoiadas por comentários, etc.

É assim que tem feito sucesso vídeos apocalípticos, questionamentos a tudo, desde a chegada do homem à Lua (que completa 50 anos agora neste mês), ou ainda que Hitler não se matou, mas fugiu para a Argentina, a defesa do terraplanismo, que os dinossauros serão recriados pela manipulação genética e por aí afora.

O que precisamos, nesse momento, é de discernimento.

É possível que muita informação nova até tenha procedência, que a História tenha sido contada de um jeito, omitidos dados,  mas é preciso que saibamos checar as informações, ver as fontes, a bibliografia, o que dizem os estudos acadêmicos sobre tudo isso para não sair divulgando bizarrices. 

Ha um aspecto positivo que é a proliferação de informações, pdfs, vídeos, documentários, mas tudo isso precisa passar por um crivo de credibilidade e de factibilidade, antes de sairmos compartilhando essa ou aquela opinião.

É certo que o conhecimento poderá se enriquecer de informações novas e redescobertas feitas, mas com cautela, prudência, discernimento. É assim que conseguiremos aproveitar o que há de positivo nesse fenômeno atual e deixando de lado o que não tem fundamentação. A hora exige de nós capacidade de ponderação, e isso é um primeiro passo para a sabedoria.

*Valmor Bolan é Membro Honorário do Conselho de Reitores Brasileiros (CRUB) e professor da Unisa. Ex-Reitor. Doutor em Sociologia. Pós-graduado em gestão universitária pela Organização Universitária Interamericana (OUI) ,sediada em Montreal, Canadá.

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