Embates ideológicos no Ministério da Educação

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Mais soluções técnicas para educação brasileira e menos radicalismo ideológico estúpido e anacrônico.

Embates ideológicos no Ministério da Educação

Enquanto prosseguem os embates ideológicos no Ministério da Educação, os meses passam e não houve avanço significativo em uma das mais importantes pastas do Governo, a não ser um plano nacional genérico de alfabetização.

O Ministro chegou a dizer que irá cortar gastos de universidades federais (especialmente da área de humanas), para ampliar os investimentos no ensino básico a partir da creche de 1 a 3 anos. Há uma obsessão em atacar o chamado aparelhamento ideológico das esquerdas no campo acadêmico, e o remédio que parece ser adotado pode combater o doente, e não a enfermidade.

Por isso soa como extremismo jacobinista o ataque do Ministro da Educação aos cursos universitários de Filosofia e Sociologia. Tudo isso insuflado pelo ex-astrólogo escritor polemista Olavo de Carvalho, que agora resolveu atirar a sua metralhadora giratória nas redes sociais contra os militares. 

O que vemos, na verdade, é uma influência desmedida do olavismo não apenas no Ministério das Relações Exteriores, como também na Educação, e uma luta fratricida  dentro do bolsonarismo, uma luta de poder, entre as forças olavistas e os demais grupos que compõem o governo.

Os militares procuram ser mais técnicos, mas são vistos como traidores porque são mais realistas e não vivem alimentando paranoias de teorias da conspiração; por isso é bastante preocupante a influência do olavismo, no atual governo.

É óbvio que há uma paranoia nisso tudo, e os militares procuram ter bom senso e responsabilidade, enquanto os olavetes alvoroçam as redes sociais com síndromes persecutórias e linchamentos públicos, sem nenhuma responsabilidade e muito pior senso e civismo.

Na verdade, o que o general Santos Cruz quis dizer é que é preciso evitar que as intempestividades nas redes sociais são irresponsáveis. Só isso. E a turba olateve, como milícias digitais, parte para cima de Santos Cruz, exigindo a sua cabeça na guilhotina. 

Enquanto isso, a Educação continua a espera de medidas que viabilizem ações que permitam o Brasil elevar seu índice no ranking mundial.

Temos muito que fazer, e infelizmente estamos presenciando com perplexidade prevalecer a estultícia, a arrogância e a desfaçatez de um movimento extremista, alinhado a um pseudointelectual antiestablishment, anárquico, que não leva em conta as consequências de suas palavras e atos.

Por isso  deve ser  detida tal insanidade, para que possamos ver o Brasil dar respostas concretas (também no campo educacional) aos desafios do nosso tempo.

*Valmor Bolan é professor da Unisa. Ex-Reitor. Doutor em Sociologia. Pós-graduado em gestão universitária pela Organização Universitária Interamericana (OUI) ,sediada em Montreal, Canadá.

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