Em SP, 90% dos pacientes estão na fila de transplante por rim

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Ineb Bauru provê bem-estar e qualidade de vida a pacientes à espera de órgão

Em SP, 90% dos pacientes estão na fila de transplante por rim

Mesmo no topo do ranking entre os órgãos mais doados no Estado de São Paulo, o número de pacientes à espera de um rim é o maior.

Muito à frente de quem precisa de um coração, pâncreas ou fígado, o renal crônico na fila do transplante representa 90% do total de cadastrados residentes no estado na Lista de Espera de Pacientes Ativos do Ministério da Saúde.

O Dia Nacional de Doação de Órgãos, celebrado no dia 27 de setembro, reacende a importância de estimular o envolvimento da sociedade nesta questão.

De um total de 12.763 pessoas cadastradas, 11.607 aguardam o rim. Na segunda posição e a um índice 96% inferior, são 512 cadastrados à espera do transplante de fígado. Outros 365 precisam de pâncreas e rim, 152 coração e 102 pulmão.  Entre janeiro e junho deste ano foram realizados 998 transplantes de rins em São Paulo, o equivalente a 8,5% da fila de espera pelo órgão.

No Ineb Bauru 13 pacientes aguardam o transplante, outros 11 já foram transplantados e recebem acompanhamento especializado de equipe multidisciplinar. Vale ressaltar que para o paciente ser inserido na fila é necessária uma avaliação clínica, laboratorial e de imagem.

Para garantir a saúde e qualidade de vida destes pacientes, o instituto oferece tratamento com individualização da terapia com opções de modalidades convencional, diária e hemodiafiltração, equipamentos para o tratamento da água para hemodiálise que conferem o mais alto nível de pureza da água, além de dieta condizente com o quadro clínico de cada pessoa.

Leonardo Garnica, nefrologista do Instituto de Nefrologia de Bauru (Ineb), explica os dois avanços consideráveis no tratamento para quem aguarda transplante. "Um deles é a individualização da terapia, conforme a necessidade de cada paciente, ao invés do padrão de três sessões por semana. O segundo avanço é tecnológico. Além das máquinas de hemodiálise convencionais, oferecemos o moderno sistema de hemodiafiltração, que consiste em um método ainda mais eficiente de tratamento, com maior capacidade de retirar toxinas do sangue", completa a nefrologista.

Nova vida

Recomeço para muitos brasileiros, o transplante de órgãos transformou a vida do bancário Paulo Tadashi, de 58 anos. Ele saiu da lista de espera em outubro de 2017 e o rim que recebeu o livrou da rotina de tratamento dialítico da doença renal crônica.

Tanaka descobriu uma doença degenerativa do órgão em 1997. Começou tratamentos, mas já sabia que possivelmente o problema levaria para a perda da função dos rins. Foram sete anos de hemodiálise e na espera de um doador compatível. Até que uma menina de 12 anos, falecida por motivos desconhecidos, foi sua doadora.

Um ano depois do transplante, Tanaka leva uma vida muito diferente. Já não precisa mais das sessões diárias de hemodiálise para ter qualidade de vida, embora necessite de acompanhamento frequente de nefrologista.

O bancário já não precisa mais respeitar a restrição a líquidos, uma das condições para o tratamento dialítico da doença renal crônica. Caminha entre dois e quatro quilômetros regularmente. Ainda assim, tem acompanhamento frequente de nefrologista do instituto.

"A pessoa que doou seus órgãos salvou a minha vida e a de outra pessoa somente com os seus rins. Deve ter contribuído com outras pessoas com o fígado, rins, pâncreas. Hoje estou renascido. E faço esse apelo a todos, que tenham consciência de que mesmo quando partimos podemos ajudar outras pessoas a continuarem seus caminhos sendo doadores de órgãos", afirma Tanaka.

Doadores

Os órgãos para doação podem vir de vivos ou falecidos. Por lei, parentes até quarto grau e cônjuges podem ser doadores vivos, à parte deste critério, somente mediante autorização na justiça. Pessoas vivas podem doar, desde que não afete sua própria saúde, um dos rins, parte do fígado ou pulmão e medula óssea.

O doador falecido é a pessoa em morte encefálica, que pode ter os órgãos doados por autorização de familiares. Neste caso, podem ser extraídos para transplante coração, pulmões, fígado, pâncreas, intestino, rins, córnea, vasos, pele, ossos e tendões. Um único doador pode salvar inúmeras vidas.

 "Acompanhamos de perto a luta diária das pessoas que esperam por um rim. A conscientização é peça chave para que muito mais pacientes consigam o transplante. Por essa razão sempre reforço que as pessoas devem comunicar em vida aos seus familiares do desejo de serem doadores", conclui Garnica.

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