Educação para o civismo

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Patriotismo não é fechamento sobre si mesmo, mas sim um nacionalismo proativo que sabe assimilar o patrimônio da riqueza cultural universal por assimilação, evitando arroubos ideológicos formais de que somos 'os melhores e os maiores do mundo’. Cordialidade, alegria e generosidade selam a grandeza dos valores desta imensa e rica nação aberta ao diálogo e ao universal sempre priorizando nosso bem estar.

Educação para o civismo

Na semana de comemoração do 7 de setembro, dia da Independências do Brasil (1822), redescobrimos novamente o sentido e o valor do civismo em nosso País, quando há muito o que fazer para que a nova geração compreenda o quanto são importantes os valores do verdadeiro patriotismo.

Não se trata de nacionalismo exacerbado nem nativismo, mas patriotismo, no melhor sentido da palavra. Como explica Gilberto de Mello Kujawski, em seu livro "A Pátria Descoberta" (Papirus, 1992), "o patriotismo antigo identificava-se com a celebração da cidade, e sua intenção era exaltar a presença ativa do homem  na cidade, sua pertinência a ela, mediante o estímulo  da arete em todo tipo de esforço agonístico - na educação, nas competições esportivas, na cultura, na conversação diária.

Ao passo que o patriotismo nacional moderno compenetra-se na duração do país, e sua intenção é dilatar essa duração para o futuro, recorrendo ao fundo incalculável de reservas de que se julga portador". Nesse sentido, o Brasil é portador de um futuro próspero, tendo em vista suas grandes riquezas naturais e culturais, por isso, é preciso que os estudantes, na escola, desde cedo, cultivem os valores do patriotismo, para que contribuam para a prosperidade do país.

É ainda Kujawski quem explica ser necessário "distinguir entre nacionalismo como ideologia e nacionalismo como ideia. O primeiro é o nacionalismo de ruptura, exclusivista e isolacionista, que determina a estagnação e a regressão da pátria ao mantê-la isolada e adversa ao convívio internacional. mais do que anacronismo e inépcia, a ideologia nacionalista representa o suicídio nacional e a maior das traições à pátria, sob o manto do desvelo, da diligência e da proteção. Já o nacionalismo como ideia responde à única forma autêntica e aceitável do conceito: é o nacionalismo entendido e aplicado como potência de nacionalização, com a capacidade de nacionalizar, por assimilação, tudo o que penetra de fora na esfera nacional".

O Brasil é um país continental, uma grande nação. É preciso fazer valer a sua vocação de assimilador de culturas, de integração e miscigenação, que faz um dos povos mais criativos do mundo. Aqui todos os povos são bem acolhidos, e a convivência de todos sempre foi bem aceita. Por isso há certa estranheza dessa recente cultura do ódio disseminada principalmente pela internet. Não somos um povo voltado a isso, mas à congregação.

O sentimento patriótico, portanto nos leva a defender o que temos de melhor, e a conviver também com as demais culturas, em respeito-mútuo. Daí porque valorizamos cada estado da nação, do Oiapoque ao Chuí, com um sentimento de brasilidade, aonde quer que estejamos em qualquer parte do território nacional.

Prezamos a nossa língua, a nossa cordialidade, o modo de ser brasileiro, e esperamos que a nova geração conheça melhor a nossa história, e dê a sua contribuição para a prosperidade do País. Há muito que fazer para que haja efetiva independência, no sentido do Brasil ser o celeiro do mundo que é, preservando a nossa riqueza, e transformando-a em benefícios para toda a sociedade.

Que o 7 de setembro reforce em nós o sentimento de que temos muito que fazer pelo bem do Brasil, e cada um de nós, a partir da sua realidade, pode contribuir muito para um futuro promissor para todos. E faremos isso quando estivermos conscientes dos valores morais e cívicos, daí a importância da educação como cultivadora desses valores.

*Valmor Bolan é  professor da Unisa. Ex-Reitor. Doutor em Sociologia. Membro honorário do Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras (Crub) Pós-graduado em gestão universitária pela Organização Universitária Interamericana (OUI) ,sediada em Montreal, Canadá.

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