Cuidado! O Mal tem Cheiro!

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Era noite. Faltavam alguns dias para a Páscoa e Jesus foi convidado para um jantar na casa de Lázaro.

Maria, irmã de Lázaro, que sabia que Jesus era o próprio Deus encarnado e, além disso, tinha enorme carinho, consideração e gratidão por tudo que Jesus fez por ela e sua família – inclusive ressuscitou seu irmão – pegou uma libra de bálsamo de nardo puro, um óleo perfumado muito caro, derramou nos pés de Jesus e enxugou com seus cabelos. (Cf. João 12.1-8).

Dois cheiros imediatamente foram sentidos na casa: o primeiro era a fragrância daquele bálsamo – espetacular. O segundo era um cheiro ruim e correspondia ao coração podre, egoísta e maldoso de Judas que até tentou atribuir uma preocupação “positiva”, “relevante” no meio do seu questionamento: “Por que este bálsamo perfumado não foi vendido por trezentos denários (o equivalente a R$ 15.000,00) e dado aos pobres?”. João, o discípulo amado de Jesus, faz questão de mencionar no texto bíblico que ficou bem clara a intenção de Judas com aquele questionamento: roubar. Ele queria roubar mais da bolsa de dinheiro.

Todos sabiam! A maldade de Judas já tinha sido percebida há tempos pelas pessoas. Sabe por quê? Porque o mal tem cheiro!

O ser humano tem uma imensa capacidade sensitiva. Uma espécie de dom dado pelo próprio Espírito. Pare para pensar: o ser humano tem uma aptidão muito grande em discernir aqueles que gostam ou não gostam dele; para usar uma expressão cotidiana – temos um talento para perceber “de pronto”, quem “vai ou não vai com a sua cara”. Influenciado por esse tal poder sensitivo, nós também possuímos grande habilidade em perceber o bem e o mal por meio do seu cheiro, ou seja, por meio daquilo que claramente é demonstrado nas atitudes de determinadas pessoas.

O problema é que mesmo com os avisos da nossa própria consciência a respeito desses “cheiros”, insistimos em permanecer perto de determinadas pessoas que já manifestaram nitidamente a sua essência má. E aí está o grande erro! Porque – mais cedo ou mais tarde – esse cheiro vai nos pegar/trair (e, muitas vezes, pelas costas) ou nos dominar.

Não vou entrar no mérito de que uma pessoa com esse “cheiro mau” pode mudar – até porque, eu creio no poder do Espírito Santo que muda quem quer, segundo o Seu querer. Também não vou entrar no mérito de que podemos ser instrumentos de mudança na vida de uma pessoa assim – apresentando Jesus para ela. Meu mérito aqui tem a ver com cuidados que devemos ter; meu mérito tem a ver com sabedoria. Aliás, os provérbios de Salomão estão cheios de conselhos nesse sentido. (Cf. Pv 1.10; Pv 14.15-17; Pv 16.28; Pv 22.3…).

Biblicamente e sociologicamente esses “maus cheiros” são exalados de pessoas maledicentes, fofoqueiras (principalmente aquelas que “sabem de tudo” – estão sempre informadas sobre tudo das vidas alheias), gananciosas (amantes do dinheiro), enganadoras, violentas, invejosas, falsas, chantagistas, cínicas, maldosas/maliciosas e ingratas.

Quando você sentir o tal mau cheiro, imediatamente, prepare suas defesas. Essas defesas ocorrerão da seguinte forma e na seguinte sequência: em primeiro lugar, afaste-se (fuja) dessas pessoas – Elas não são amigas de ninguém – jamais divida seu coração e sua intimidade com essas pessoas, pois elas, em tempo oportuno, usarão suas informações de foro íntimo e pessoal contra você mesmo para lhe abalar. Afaste-se para que você não contraia o mau cheiro – esses pecados tóxicos são extremamente contagiosos; em segundo lugar, admoeste-as na Palavra de Deus – mostre o caminho certo (prepare-se para péssimas reações – não fique espantado); e, em terceiro, ore para que elas se arrependam de seus maus caminhos e sejam transformadas pelo Espírito Santo.

Lembre-se: esteja sempre com o coração disposto a perdoar (esquecer o que essas pessoas fizeram com você) e se tiverem fome ou sede, disponha-se a dar de comer e beber. Isso cheira bem!

Que Deus nos abençoe.

Pr. Segundo Almeida

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