Como segue o governo

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O governo deve baixar o tom de campanha eleitoral nas redes sociais, melhorar a comunicação com o grande público e o diálogo com a classe política, especialmente a do legislativo.

Como segue o governo

A viagem do Presidente Jair Bolsonaro a Israel, logo após recentemente ter ido aos Estados Unidos, responde às promessas de campanha de aproximação com os dois países.

Nesse sentido, o presidente mantem coerência com o que acenou antes de ser eleito e não parece preocupar-se com declarações polêmicas que faz, nem mesmo de seus ministros.

Há certa postura que busca fazer do mandato uma extensão da campanha, mantendo inflamada nas redes sociais a chama da polêmica e da polarização.

O fato é que Bolsonaro parece governar para o seu público de internet, e, sendo assim, acaba sendo refém dessas mesmas redes sociais, que exigem dele a mesma performance que teve muito antes da campanha eleitoral.

Há também algumas irresponsabilidades do próprio presidente, como a de afirmar que o nazismo é de esquerda, corroborando o que diz o chanceler Ernesto Araújo, quando especialistas de vários países dizem se tratar de um movimento de extrema direita. E ainda o próprio filho do presidente, Flávio Bolsonaro, que respondeu ás críticas do Hamas em relação à abertura de um escritório brasileiro em Jerusalém, dizendo: que eles se explodam. Realmente isso não é algo com que possamos concordar, partindo das mais altas autoridades públicas do País, no momento.  

Em relação ao Congresso Nacional, o governo tem tido dificuldade de articulação, na medida em que se isola e evita um corpo-a-corpo natural, na negociação para os importantes projetos de reformas que pretende aprovar no legislativo.

Articulação não quer dizer fazer barganhas com parlamentares, mas apresentar as suas propostas, dialogar e buscar convencer os deputados e senadores, que terão de votar as importantes iniciativas, sejam elas a reforma da Previdência, o pacote anticrime de Sérgio Moro, o acordo da Base de Alcântara assinado nos Estados Unidos, etc.

Os desentendimentos desnecessários ocorridos com o Presidente da Câmara, foram decorrentes do abuso na utilização da internet, que está sendo usada como forma de pressão sobre os parlamentares, mas que pode ter um efeito bumerangue. Se tais reformas não forem aprovadas, então as redes sociais e toda a sociedade poderá se voltar contra o governo, pois a população quer medidas concretas e não apenas digladiações midiáticas por questões ideológicas.

Esperamos que o governo consiga bons resultados no campo econômico, especialmente na Educação, que ainda está mergulhada em grave crise. É preciso que haja um verdadeiro patriotismo, para não deixar que sandices ideológicas influam tanto nas decisões nacionais. O País precisa de crescimento econômico, investimentos, maior oferta de trabalho e de escolas com qualidade, para que possamos retomar perspectivas promissoras.

*Valmor Bolané professor da Unisa. Ex-Reitor. Doutor em Sociologia. Pós-graduado em gestão universitária pela Organização Universitária Interamericana (OUI) ,sediada em Montreal, Canadá.

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