A viagem de Bolsonaro aos Estados Unidos

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Os resultados da viagem de Bolsonaro aos usa somente os conheceremos no médio e longo prazo. Palavras são palavras. Fatos são fatos. Aguardemos.

A viagem de Bolsonaro aos Estados Unidos

O principal ganho da viagem de Bolsonaro aos Estados Unidos poderá ser no campo econômico, caso se confirmem as chances de ingresso do Brasil à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico. (OCDE) Para o ministro Paulo Guedes, o presidente Donald Trump manifestou apoio, mas há a exigência de que o Brasil abra mão de país com ‘tratamento diferenciado’ na  OMC.

Isso significa que o Brasil quer entrar para o grupo seleto de países desenvolvidos economicamente, deixando o status de país em desenvolvimento, caso isso aconteça. Isso quer dizer também que estando na OCDE os investidores estariam mais seguros de uma economia com ajuste fiscal e, portanto, contas públicas mais controladas, etc.

Mas, na realidade, tudo isso ainda está nas intenções. Politicamente, Trump manifestou apoio público, mas não depende somente dele o ingresso na OCDE. A reforma da Previdência será o grande teste do Governo Bolsonaro, para que o liberalismo seja fato concreto no País, pois tanto Bolsonaro quanto Trump rechaçaram em seus pronunciamentos o socialismo em seus países. Se o Brasil conseguir ingressar na OCDE será um ganho do ponto de vista econômico, mas é preciso saber se isso será confirmado pelos fatos.

Houve concessões do Brasil aos Estados Unidos, sem exigência de reciprocidade, como a liberação de vistos para norte-americanos, japoneses, canadenses e australianos, e ainda a assinatura de acordo liberando a Base de Alcântara para os Estados Unidos, que fica numa região geopolítica altamente estratégica e vantajosa para os norte-americanos e pode propiciar alguma melhoria em investimentos nas Forças Armadas brasileiras (equipamentos, tecnologia, etc.).

Também o Brasil poderá ser um aliado extra da OTAN. Bolsonaro e Trump debateram ainda a situação da Venezuela, em busca de meios para mais sanções contra o regime do ditador Nicolás Maduro.

Antes do encontro com o presidente Donald Trump, na Casa Branca, Bolsonaro participou de um jantar que contou com a presença de Steve Bannon e Olavo de Carvalho, que articulam para formar uma frente de direita na América Latina.

Olavo não se empenha de modo algum por alguma diplomacia e continua uma metralhadora giratória nas redes sociais, contra seus desafetos, seja quem for até mesmo o vice-presidente da República, Hamilton Mourão é alvo de críticas do guru da Virgínia, que se considera um livre pensador e franco atirador.

A visita de Bolsonaro aos Estados Unidos contou com a presença de vários ministros, dentre eles, Sérgio Moro (Justiça) e Paulo Guedes (Economia). Moro assinou acordos para troca de informações entre a Polícia Federal e o Federal Bureau of Investigation (FBI) e Paulo Guedes brilhou na Câmara de Comércio dos Estados, aonde falou para empresários norte-americanos, buscando motivá-los a investir no Brasil.

De um modo geral foi positiva a visita de Bolsonaro aos Estados Unidos. Esperamos que as iniciativas não tenham sido apenas de boas intenções, para que concretizem melhorias e oportunidades para o Brasil, com essa aproximação e disposição de parceria com os Estados Unidos. É aconselhável ter um pé atrás com Trump :os americanos são muito práticos e não dão nada de mão.

*Valmor Bolan é professor da Unisa. Ex-Reitor. Doutor em Sociologia. Pós-graduado em gestão universitária pela Organização Universitária Interamericana (OUI) ,sediada em Montreal, Canadá.

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