A polêmica em torno da cor azul e rosa

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A ideologia de gênero faz parte da guerra mais ampla contra a família. Azul e rosa representam também culturalmente masculino (varão) e feminino (mulher). Ou não?

A polêmica em torno da cor azul e rosa

Foi grande a repercussão da declaração da ministra Damares Alves, no dia da sua posse, dizendo: "Atenção: começa uma nova era: meninos vestem azul, meninas vestem rosa!" Imediatamente o vídeo virilizou na internet, provocando reações diversas, pró e contra.

Muitos dos críticos da sua fala não levaram em conta o contexto de sua colocação, e partiram para ataques de toda espécie. Na verdade, a ministra chegou a explicar ao Estado de São Paulo, que se tratava de uma metáfora para falar sobre a ideologia de gênero que precisa ser combatida principalmente nas escolas.

O fato é que a discussão em torno da ideologia de gênero foi bastante acirrada durante o debate do Plano Nacional de Educação, em 2014. As expressões da referida ideologia foram retiradas do PNE, pois havia a intenção de disseminá-la nas escolas.

A teoria de gênero (teoria porque não tem comprovação científica) afirma que as crianças nascem neutras, e que o sexo masculino e feminino é uma construção cultural, que cada criança tem o direito de escolher qual gênero de sua preferência queira assumir em sua vida.

O que a ministra quis dizer com a expressão “azul e rosa" foi justamente destacar que menino é menino e menina é menina, cuja realidade biológica deixa evidente as distinções. Nesse sentido, a  ministra espera proteger as crianças que se sentem confusas com a influência de uma ideologia que contraria as suas próprias identidades naturais. Ela chegou a dizer em entrevista à Globo News que o debate da ideologia de gênero deve ser feito no âmbito das universidades e não no ensino básico.

Mas diversos artistas e grupos de esquerda, e feministas, se alvoroçaram nas redes sociais criticando a fala da ministra e distorcendo o que ela quis dizer, descontextualizando a sua fala, e dizendo que ela quer impor padrões de comportamento numa sociedade em que prevalece a diversidade. O debate apenas está começando, mas a ministra deixou claro em suas colocações que aceita a diversidade na sociedade e que as crianças tem o direito de usarem roupas de todas as cores. Mesmo assim, as críticas continuaram.

Querem até fazer um ato público contra ela, tornando o fato uma questão política. O que a ministra quis dizer foi exatamente isso: que menino é menino, menina é menina, por isso utilizou a metáfora das cores azul e rosa para ressaltar esta distinção.

Seria importantes os interessados ouvirem a íntegra do seu discurso de posse, para compreenderem o conjunto do seu pensamento e ações que pretende desenvolver á frente do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.

*Valmor Bolan é Doutor em Sociologia e Especialista em Gestão Universitária pelo IGLU (Instituto de Gestão e Liderança Interamericano) da OUI (Organização Universitária Interamericana) com sede em Montreal, Canadá e Representa o Ensino Superior Particular na Comissão Nacional de Acompanhamento e Controle Social do Programa Universidade para Todos do MEC.”.

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