A leitura que rola nas clínicas médicas de Bauru

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Semana passada e nesta, tanto eu, como Ana estamos peregrinando por clínicas médicas e em todos tenho observado algo em comum. Algo entristecedor. Nas salas de espera, um amontoado de revistas e a a imensa maioria delas, a revista VEJA

A leitura que rola nas clínicas médicas de Bauru

Não sei se isso é também predominante nas demais cidades. Creio que, no dito estado mais rico da federação isso role como praga, uma que desvirtua o pensamento humano. Conto o que vejo. Semana passada e nesta, tanto eu, como Ana estamos peregrinando por clínicas médicas e em todos tenho observado algo em comum. Algo entristecedor. Nas salas de espera, um amontoado de revistas e a a imensa maioria delas, a revista VEJA. Ela bate recordes em todas as clínicas bauruenses. Tirei algumas fotos para exemplificar o que escrevo.

Sei que o governador paulista, o SANTO, também chamado de vez em quando de Geraldo Alckmin, para dar aquela ajuda de amigo pra editora Abril e a Veja, fez assinaturas e distribui graciosamente para todas as escolas da rede pública. E assim, a gurizada se vê obrigada a encontrar pelas escolas o que de pior temos em matéria de informação jornalística. E tudo se repete nas clínicas médicas da cidade. Dificilmente se encontra na cidade uma clínica onde não tenha a tal Veja ali aguardando os que esperam pacientemente serem chamados para consultas e exames variados.

Me recuso a tocar em qualquer uma. Mas por que esse predomínio? Das duas uma. Ou a classe médica toda é influenciável e assinante dessa porcaria jornalística e acredita em tudo o que ali está publicado ou se repete o mesmo que nas escolas públicas. Já ouvi de variadas bocas que, dentro da tiragem da revista uma boa parcela é distribuída exatamente para finalidades como essa, deixar ela em lugares estratégicos, propiciando a leitura de incautos leitores. Pode ser e isso não me assustaria. Como recebe verba publicitária de muitos governantes interessados na produção do sai publicado naquelas páginas, uma parte pode muito bem ser direcionada para distribuição gratuita.

Levo muito em consideração que, a classe médica paulista é conservadora, apoia não só o Alckmin, como apoiou o golpe em vigência e permanece ao lado de Temer e suas estripulias mirabolantes, as que estão afundando o país de vez e de irremediável forma. Daí, deixar uma Veja ali é mais uma tentativa de cooptar incautos e continuar enganando um público leitor que não lê mais quase nada e quando o faz, encontrando pela frente a revista, passa a crer naquilo como verdade absoluta dos fatos. Chamo isso de jogo sujo. Sujíssimo. Colocar a revista ali sem nenhum inetresse, esse a alternativa menos viável.

A leitura que rola nas clínicas médicas de Bauru

Ver a revista espalhada pelos consultórios é de uma tristeza incomensurável. Quando me deparo com tudo o que está em curso, com tudo o que está sendo feito para destruir o país, enxergo nitidamente nesta revista um dos pilares do baú de maldades despejado sob nossas cabeças. Daí, quando me deparo nos consultórios com alguém ávido por algo para ler enquanto aguarda ser chamado e o vendo de mão estendida em sua direção, me dá uma vontade imensa de ir em sua direção e lhe alertar dos perigos: “Não faça isso. Além de esmerdear as mãos, fará o mesmo com sua mente. Essa publicação não vale nada, mente e engana quem dela se serve. Aliás, não serve nem para embrulhar peixe ou limpar a bunda”. Tenho feito algumas maldades (ou seria ajuda substancial para engrandecer aqueles ambientes?) em alguns desses lugares e jogo as mesmas na lata do lixo, o único lugar onde merecem estar.

Henrique Perazzi de Aquino, jornalista e professor de História (www.mafuadohpa.blogspot.com).

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