A força do povo

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O novo presidente precisa usar bem a força do povo que mandou recados claros.

A força do povo

Com as eleições, mais uma vez comprovou-se a força do povo, num processo democrático que tende a se aprimorar cada vez mais, mesmo com os problemas trazidos pela realidade da tecnologia de comunicação, uma das marcas dessas eleições.

Houve uma dinamicidade nas redes sociais, mesmo com excessos, principalmente em relação á proliferação de fake News.

O próprio TSE se viu diante de uma enxurrada de falsas notícias que se espalharam principalmente pelo WhatsApp, dos dois lados, e isso criou um ambiente emocional em que os dois lados da disputa procurou explorar, mais os sentimentos de medo e rejeição, do que de propostas concretas.

No segundo turno as pessoas foram induzidas a votar contra alguém, e não a favor de propostas. Simplesmente não houve debate entre os dois candidatos à Presidência da República, por razões muito específicas desta eleição. E também no âmbito estadual, a eleição para governador de São Paulo, por exemplo, foi marcada mais por ataques pessoais do que por propostas.

O fato é que o povo está hoje muito mais informado, aonde as redes sociais propiciaram formar opinião. O antipetismo foi a tônica, com isso favorecendo a cristalização dos votos em Jair Bolsonaro, mesmo sendo uma incógnita do que poderá ser seu provável governo, confirmando o resultado das pesquisas, que lhe deu vantagem, desde o início do processo eleitoral.

O voto em Bolsonaro não foi tanto a qualidades e méritos pessoais, mas contra o lulopetismo, contra o sistema político, em geral (apesar de Bolsonaro estar há quase trinta anos na Câmara dos Deputados.

Mas é que ele soube capitalizar o sentimento antipetista, principalmente depois da Operação Lava Jato. Não só o PT, mas outros partidos também foram atingidos pela Lava Jato, mas Bolsonaro foi favorecido pela onda antipetista, e soube focar nisso.

Resta saber agora se será capaz de enfrentar os desafios concretos do dia-a-dia no governo, com propostas que tragam efetivas soluções aos inúmeros e complexos problemas e desafios da atual conjuntura. Se souber cercar-se de uma boa assessoria e estar mais aberto a ouvir, poderá ter sucesso, caberá portanto dessa capacidade de reunir bons quadros técnicos e uma maior flexibilização, especialmente na relação com o Congresso Nacional.

O Dia D da campanha presidencial mostrou a força do nosso povo. Agora é preciso que o novo governo arregace as mangas e se prepare para a formação do novo ministério, com disposição ao trabalho. Esperamos que o Brasil se beneficie desta nova fase, inaugurando um período de trabalho e esperança.

Há muitos desafios pela frente, e o importante é que as nossas instituições estão funcionando. Tudo isso mostrou a força do nosso povo, que está sempre disposto a mudar, em busca de acertar o passo, para o melhor ao Brasil. Esperamos que, com o trabalho de todos, possamos construir novas e boas possibilidades, democraticamente.

*Valmor Bolan é Doutor em Sociologia e Especialista em Gestão Universitária pelo IGLU (Instituto de Gestão e Liderança Interamericano) da OUI (Organização Universitária Interamericana) com sede em Montreal, Canadá e Representa o Ensino Superior Particular na Comissão Nacional de Acompanhamento e Controle Social do Programa Universidade para Todos do MEC.”.

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