A farra das Coligações acabou

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O Senado aprovou nesta semana o fim das Coligações. ALELUIA! Parece o fim da farra.

A farra das Coligações acabou

As regras que vigoravam eram que partidos poderiam se coligar livremente mesmo que as ideologias fossem totalmente diferentes.

Pura união eleitoreira com o único objetivo de reunir o maior número de votos para a chapa composta, uma vez que as cadeiras do Legislativo são distribuídas de acordo com os votos obtidos por candidatos eleito e não eleitos do partido ou da coligação.

A proposta da PEC (proposta de emenda a Constituição) é dos senadores tucanos Ricardo Ferraço e Aécio Neves e foi aprovado na última terça-feira (03) por unanimidade dos senadores presentes em sessão, um total de 58 votos.

O fim das coligações está previsto para vigorar nas próximas eleições municipais em 2020.

Aos poucos o Brasil está acordando para a ‘farra dos bois’ que acontecia na nossa política. Um país hoje que graças a grande maioria dos nossos representantes políticos está taxado de pais da corrupção. Mas a história está sendo passada a limpo.

Talvez com a nova regra em vigor para as eleições municipais de 2020 vai acabar com a aparição de partidos políticos onde cuja diretoria é composta por familiares de agentes políticos que muitas vezes não sabem de nada do que se trata. Em alguns casos acabam até prejudicados por não prestarem contas no Tribunal de Justiça Eleitoral.

Tem também aquela velha mania de irem direto à sede do partido com chapas composta e ‘tomar’ de forma sorrateira e desleal o partido de outras pessoas. Essa segunda chega a ser por vezes muito pior do que a outra pois aproveitam de ‘supostas viagens’ a fim de buscar recursos quando na verdade estão já pensando na reeleição.

Não podia também deixar de mencionar, (e esse coloco propositalmente em outro parágrafo) o fato de usarem partidos políticos como balcão de negócio ao ser ofertado em período eleitoreiro. O fato é triste e lamentável na nossa política

Tudo que acabo de escrever é pelo motivo que descrevi no primeiro parágrafo. Mas agora acabou. Parece que a questão da Moralidade está sendo evidenciada.

Hoje, se for realizada uma pesquisa em nossa micro-região com todos os vereadores eleitos cuja pergunta seria simples: Qual é o ideal do Partido que você representa? Você vai entender que muitos deles entraram no partido pela simples matemática de serem eleitos e usufruírem da mordomia que hoje o sistema político oferece. Principalmente em cidades como a nossa, onde o vereador pode exercer outra atividade e tem apenas duas sessões ordinárias ao mês com um vencimento que ultrapassa os R$6.000,00.

Outro ponto muito importante dessa PEC é que com essa medida acredita-se que reduza as atuais 35 siglas, pela metade. Também cria uma cláusula de desempenho onde sufocará siglas que tenham baixíssimo desempenho.

O que esperamos com essa nova Lei e que de fato haja um interesse real pelos ideais partidários e acima disso, um compromisso com a população que o elege.

Será o fim do “efeito tiririca”?

Ainda teremos os famosos quocientes eleitoral e partidário. Logo, a regra que permite que o voto dado ao candidato A possa beneficiar o candidato C permanece. Com o possível fim das coligações proporcionais, o que teremos de diferente é que tanto o candidato A como o candidato C obrigatoriamente serão do mesmo partido político, e não mais poderão ser de partidos diversos, como acontece com as coligações proporcionais.

Exemplificando, se o “partido X” tiver em seus quadros partidários, para o cargo de vereador, um candidato “Tiririca”, aquele considerado puxador de votos, e se o candidato “Tiririca” obtiver uma votação expressiva o suficiente para o seu partido político alcançar, além do seu próprio mandato, mais quatro cadeiras na Câmara municipal, o “partido X” contará, sim, com as cinco vagas no parlamento local, visto que os votos obtidos somente pelo candidato “Tiririca” foram suficientes para elegê-lo e ainda levar consigo mais quatro vereadores, elegendo todos os cinco candidatos lançados pelo “partido X”.

Por óbvio, as críticas quanto algumas injustiças que o sistema proporcional ocasiona ainda continuarão a existir.

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Leia também - O que esperar de um candidato sem estudo

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